terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O preço daquilo que um dia foi amor

Hoje eu conheço o preço do ódio
Em todas as suas facetas
Ele não como a irá
Que se resolve por meio de vendetas
O ódio é tão doce quanto seu irmão amor
Mas ele não oferece carinho
Mas sim a dor
É estranho o desejo, pois ainda sobra um afeto
Mas esse afeto é profano
Sedento por sangue e pranto
Da pessoa que foi amada
E agora é odiada...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Beco sem saida

Mais uma vez minha mente
Clama por uma resposta, e pra si mesma mente
Pois no fundo dessa gente
Sabe que ainda por ela um sentimento sente
E agora, uma outra flor me ilumina os olhos
Mas da menina ainda quero aquilo arrancado pelos corvos
Essa é minha incerteza, que não me deixa fugir
E a mim mesmo pretendo mentir
Pois ao mentir, meus labios tornam a sorrir
E a breve alegreia posso sentir
Antes do peso que aperta o meu peito antes de dormir...

"Se a mentira tornar-se verdade, serei eu um mentiroso feliz..."

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Anuncio de um quase fim

A tempos venho com essa sensação
Estou morto
Anunciada antes da virada do ano
Antes do conselho de amigos
Antes da chuva...
Dancei minha ultima musica
Dei o meu ultimo riso
Meu ultimo gole
O ultimo soco
O ultimo suspiro
Agora me dei conta
Que a morte não é algo que vem e nos arrebata
Ela simplesmente te consome aos poucos
Como uma sombra que paira sobre nossas cabeças
O gato negro me observa
Me rodeia e me sonda
Como se este fosse o Ceifador...

"Esse é o anuncio do quase fim"

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Carta 2

Sim, ainda te observo, mesmo sem querer
Nos cruzamos constantemente pela rua
Mas você não me vê
Estou de elmo montado na garupa de um cavalo de aço
Dai vem a saudade, e o turbilhão de lembranças
Aonde foi parar aquela menina tão linda, cujo doçura nenhuma se compara?
Agora se torna mulher sem miolos
Pensa que achou a felicidade num grande erro
Sabe que ainda conversamos em sonhos?
E que um deles me disse algo muito real
No qual você um dia ficou sabendo de uma certa "alma gemea"
De uma certa pessoa
Sim...; minhas palavras são de uma pessoa morta
Você foi embora, com minha vida
Peço a ti que me devolva, junto com teu amor
Pois se um dia eu o tive
Quero ele de volta...

Carta 1

Já estou cansado.
Cansado de tudo
Me cansei dos meus sonhos
Me cansei da minha vida
Me cansei em não te ter
Já não há mais graça nas piadas
Nos jogos, nas festas
Tudo está sem brilho, sem contraste
Gostaria que a luz voltasse
Que você voltasse para mim
Sei que você passa por aqui
Pois nossos blogs foi um meio criado por nós para saber
O que se passa na mente do outro
Só quero saber até que ponto
Teremos que nos machucar até finalmente estar junto de novo
É triste saber que enquanto eu ainda derramo lágrimas
Você está feliz na sua ilusão
Só espero que quando você sair desse mundo de espelhos quebrados
Você seja mulher o suficiente, para admitir os seus erros
E voltar para mim...

sábado, 28 de novembro de 2009

Lost in suicide dreans

Me olhei no espelho, e vi ele quebrar
De dentro saiu arco, e a flecha a se atirar
Com sua ponta de aço, tornou-se a trespassar
Um coração vazio, sem sangue a derramar...

Dos cacos eu vi um menino
Triste em dores sem fim
Mas a maior dor esta bem longe
Longe e perto de mim...

E do poço eu posso dizer
Que dele não a luz, nem fogo a se ascender
E no momento estou perdido
Sem saber o que fazer...

Nas dores eu sobrevivo, tentando me recompor
E nas flores eu procuro o perfume, deixado pelo meu amor
E nem o mel, nem as abelhas
E nem o som das longe estrelas
E nem o toque, nem me foque
E nem me olhe, enquanto eu corro
Em direção a arvore do grande morro
Morro...

Lonley

Hoje eu senti o peso mais que nunca
O peso do abandono
Por mais que eu ainda tenho meus amigos e familiares, me falta algo
Falta você.
Te vi de longe, senti meu peito apertar
E por mais que você venha a me odiar
Eu ainda vejo nossas fotos
Revivendo cada momento
Hoje, apesar de tudo, posso dizer que fui feliz
Mas você me ensinou a ser feliz ao teu lado, e não longe de ti...